30 de Maio de 2009

Foi sem querer querendo

O presidente do Senado José Sarney disse que não sabia que recebia o auxílio-moradia. [ironia] Tadinho ele foi enganado [/ironia]

"Peço desculpas pela informação errada que dei. Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, realmente estavam depositando na minha conta auxílio-moradia. Mas eu já mandei dizer que retirassem, porque eu nunca requeri isso e tinha a impressão de que não estava recebendo esse auxilio. Portanto, dei uma informação errada e peço desculpas". (sic)

Irônico pensar que desde 2008 ele recebia depósitos mensais de R$3,8mil reais em sua conta e não sabia que era o auxílio moradia! Deve ser os seus 79 anos fazendo efeito.

O mais revoltante é que tem pessoas por aí que acreditam na inocência dele. Acreditam que ele está sendo bonzinho em devolver todo o dinheiro que recebeu... Será que ele vai devolver mesmo? Quem nos garante? Se devolver ele não fará mais que a obrigação dele. Talvez para evitar ser investigado pelas suas podridões do passado ele tenha resolvido ir a público admitir o equívoco!

Confesso que deu um trabalho do @#$%&¨* fazer essa imagem!

24 de Abril de 2009

Art. 5º da Constituição Federal: Um direito que DEVERIA ser verídico

Lendo a Constituição Federal (sim, eu estou lendo ela e não, eu não sou louca) percebi que algumas coisas que nela é escrita não são cumpridas. Sei que não é novidade, mas analisemos o seguinte artigo:

“Art. 5º - Todos sãos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:”

A falta de segurança que afeta os mais diversos lugares, que diretamente nos priva do direito à vida e indiretamente restringe a nossa liberdade. Irônico pensar que são coisas previstas na Constituição Federal, ou seja, são nossos direitos. Entretanto cadê a segurança? Policiais ganham um salário de fome, arriscando suas vidas para tentar – repare que eu disse tentar – nos proteger do mal que nós mesmos criamos.

Sim, nós mesmos criamos este “mal” que tanto nos aflige. Sabe por quê? Impomos que para ser alguém na vida é preciso ter dinheiro, para comprar um carrão, uma mansão... Tudo “ÃO”. E aqueles que não tem poder aquisitivo suficiente para adquirir todos esses bens materiais? Roubam. É o caminho mais fácil de ter o que não se consegue trabalhando em um país que é o 17° que mais cobra impostos para empresas e o 9° que mais cobra impostos em salário.

Não vou apenas culpar a sociedade e ou o sistema socioeconômico em que vivemos, nem vou generalizar. Existem aquelas pessoas que preferem trabalhar para conseguir as coisas, do que tomar de quem já tem. Assim como cabe a cada pessoa a consciência de suas atitudes, que – querendo ou não – são influenciadas pela sociedade.

E o direito a igualdade? Seja perante a lei, seja perante a vida. Que eu saiba não existe igualdade social nem aqui e nem na China e pelo que eu percebo nem todos são julgados de forma igualitária. A justiça nem sempre é neutra.

Sem contar que a criação das [ironia] benditas [/ironia] cotas nas universidades, vai contra a essa igualdade que nossa Constituição se refere.

15 de Abril de 2009

Educação: Cadê?

Mais uma vez gostaria de expressar minha opinião – mesmo que não mude nada, afinal é uma OpiniãoInútil –sobre a educação brasileira. Se é que existe educação no Brasil.

Não vou mais discutir cotas e ainda não vou me referir a essa proposta de Vestibular Unificado, pretendo apenas discutir sobre educação. Você já parou para pensar o que é educação? “Aquilo que ensinam na escola”; “Aquilo que papai e mamãe me ensinaram”; “Falar obrigado, por favor, e etc”. Realmente, é um conceito difícil de ser dado, porém como dizia meu avô: Educação começa em casa, continua na escola e se prolonga por toda existência do ser humano.

E a educação que a família oferece para suas novas geração, como está? Aliás, onde está? Os pais andam muito ocupados para poder acompanhar seus filhos quando crianças, para ensinar a eles que quando se machucam os outros tem que pedir perdão, ensinar a guardar a própria bagunça, limpar a própria sujeira, lavar as mãos antes de comer e ao sair do banheiro, colocar as coisas de volta no lugar, não bater nas pessoas, andar de mãos dadas, olhar para um lado e para o outro antes de atravessar a rua, dar descarga após usar o banheiro e muitas outras coisas que aprendemos quando somos crianças.

Mas e hoje? Os pais ‘botam os filhos no mundo’ e coloca toda responsabilidade da educação dos mesmos nas escolas/creches. Um empresário está muito ocupado para ouvir seu filho, a mãe perua da socialight está muito ocupada em saber do chifre da sua amiga, um pai trabalhador da favela chega em casa muito cansado para ouvir o que seu filho tem a dizer (isso quando o filho conhece o pai).

Não importa classe social, raça, cor, religião, ou qualquer outra coisa que nos distingue um dos outros, a estrutura familiar está entrando em decadência. E o resultado disso é a nossa realidade política e social. Entretanto não é só a educação familiar que está em decadência, mas a escolar também.

Escolas são reformadas (nem todas), se constrói prédios exuberantes, enchem uma sala com computadores... São coisas que político adora fazer (Leia-se: engana bestas.). Muitos professores nem sabem ligar um computador, quanto mais usá-lo de forma que ajude realmente o aluno em sua aprendizagem. Recentemente vi uma pesquisa feita em escolas públicas do Chile, Brasil e Argentina, em que foi constatado que cerca de 70% dos professores que dão as primeiras séries do ensino fundamental estão entre os menos preparados.

Irônico pensar que é justamente nessa fase em que a criança recebe a base para aprendizado por toda vida escolar – ou pelo menos deveria receber. O risco de essas crianças serem maus alunos na faculdade é diretamente proporcional. Muitas vezes os alunos nem conseguem completar o currículo escolar – quando se tem um. Greves e professores faltosos são as maiores causas do currículo incompleto.

Não posso negar que houve avanço na educação brasileira. Consigo perceber apenas uma, que apesar da qualidade do ensino ser ruim a mudança é de relativa importância: Antes cerca de 95% das crianças não freqüentavam a escola, hoje apenas 2% não frequenta.

Enquanto isso o governo toma medidas rápidas, mas ineficazes. É o mesmo que tomar um analgésico para uma dor permanente.