Mais uma vez gostaria de expressar minha opinião – mesmo que não mude nada, afinal é uma OpiniãoInútil –sobre a educação brasileira. Se é que existe educação no Brasil.
Não vou mais discutir cotas e ainda não vou me referir a essa proposta de Vestibular Unificado, pretendo apenas discutir sobre educação. Você já parou para pensar o que é educação? “Aquilo que ensinam na escola”; “Aquilo que papai e mamãe me ensinaram”; “Falar obrigado, por favor, e etc”. Realmente, é um conceito difícil de ser dado, porém como dizia meu avô: Educação começa em casa, continua na escola e se prolonga por toda existência do ser humano.
E a educação que a família oferece para suas novas geração, como está? Aliás, onde está? Os pais andam muito ocupados para poder acompanhar seus filhos quando crianças, para ensinar a eles que quando se machucam os outros tem que pedir perdão, ensinar a guardar a própria bagunça, limpar a própria sujeira, lavar as mãos antes de comer e ao sair do banheiro, colocar as coisas de volta no lugar, não bater nas pessoas, andar de mãos dadas, olhar para um lado e para o outro antes de atravessar a rua, dar descarga após usar o banheiro e muitas outras coisas que aprendemos quando somos crianças.
Mas e hoje? Os pais ‘botam os filhos no mundo’ e coloca toda responsabilidade da educação dos mesmos nas escolas/creches. Um empresário está muito ocupado para ouvir seu filho, a mãe perua da socialight está muito ocupada em saber do chifre da sua amiga, um pai trabalhador da favela chega em casa muito cansado para ouvir o que seu filho tem a dizer (isso quando o filho conhece o pai).
Não importa classe social, raça, cor, religião, ou qualquer outra coisa que nos distingue um dos outros, a estrutura familiar está entrando em decadência. E o resultado disso é a nossa realidade política e social. Entretanto não é só a educação familiar que está em decadência, mas a escolar também.
Escolas são reformadas (nem todas), se constrói prédios exuberantes, enchem uma sala com computadores... São coisas que político adora fazer (Leia-se: engana bestas.). Muitos professores nem sabem ligar um computador, quanto mais usá-lo de forma que ajude realmente o aluno em sua aprendizagem. Recentemente vi uma pesquisa feita em escolas públicas do Chile, Brasil e Argentina, em que foi constatado que cerca de 70% dos professores que dão as primeiras séries do ensino fundamental estão entre os menos preparados.
Irônico pensar que é justamente nessa fase em que a criança recebe a base para aprendizado por toda vida escolar – ou pelo menos deveria receber. O risco de essas crianças serem maus alunos na faculdade é diretamente proporcional. Muitas vezes os alunos nem conseguem completar o currículo escolar – quando se tem um. Greves e professores faltosos são as maiores causas do currículo incompleto.
Não posso negar que houve avanço na educação brasileira. Consigo perceber apenas uma, que apesar da qualidade do ensino ser ruim a mudança é de relativa importância: Antes cerca de 95% das crianças não freqüentavam a escola, hoje apenas 2% não frequenta.
Enquanto isso o governo toma medidas rápidas, mas ineficazes. É o mesmo que tomar um analgésico para uma dor permanente.